CALAFIA ART STORE • curadoria com sentido

 In para aprender, para curtir, para trabalhar, post

Ao escolher as obras que integram o espaço expositivo, um norte: aquilo que toca. Moema Bispo da Costa e Maria Luiza Sacknies, que comandam a Calafia Art Store, acreditam em uma arte acessível, capaz de adentrar diferentes casas. Com mais de 30 nomes no catálogo, a dupla quer tirar a arte do pedestal e reforçar a importância dela na vida das pessoas.

Tudo começou com uma coleção de camisetas ilustradas: Moisés Tupinambá, o Motu, conhecido pelas icônicas linhas urbanas (e por ser um dos integrantes do coletivo PaxArt), desenvolveu peças assinadas por diversos artistas. Logo recebeu a ajuda da irmã, Moema Bispo da Costa, recém-vinda de Portugal. “Estava me questionando sobre a maternidade, sobre conseguir um emprego fixo e trabalhar 10 horas por dia. Foi aí que decidi ajudar meu irmão com as camisetas, pensando no negócio próprio”, conta.

Depois de 6 meses estruturando a Calafia, os irmãos decidiram ampliar a proposta para além do vestir. Isso porque perceberam em Porto Alegre uma lacuna: novos artistas com potencial não tinham espaço para expor e vender seus trabalhos. Entre os motivos, o fato de a maioria das galerias da cidade terem um olhar tradicional e serem distantes de um formato voltado às vendas. Resolveram, então, abrir uma galeria com foco na arte urbana, onde seria possível expor, produzir, vender. Viver, enfim, de arte.

Reforço vindo do Rio  e abertura à arte contemporânea

Sem tempo para se dedicar à produção autoral, Motu decidiu voltar às tintas. Com a chegada de Maria Luiza Sacknies a Porto Alegre, depois de dois anos trabalhando na Casa Daros, no Rio, foi ela que assumiu o posto na Calafia. A galeria passaria ainda por mais uma reformulação. Dessa vez, com o objetivo de profissionalizar o relacionamento entre galeria e artistas. “A Calafia trabalha com os artistas, em um modelo de continuidade”, explica Maria Luiza.

Arte acessível na parede de casa

Carla Barth, Carlos Dias, Diego Medina, Paula Plim, Rochele Zandavalli e Tuane Eggers (são das duas últimas as fotografias acima) são alguns dos vários artistas que têm obras à venda no espaço – e a galeria também oferece oficinas para que o público conheça as técnicas deles. Com frequência, é a própria galeria que instiga os artistas a explorarem outros formatos: foi o que aconteceu quando se passou a disponibilizar reproduções e obras originais em formato 15X15cm. A arte da Calafia, assim, tornou-se mais acessível, aumentando a visibilidade dos trabalhos e indo na contramão de um colecionismo caro e difícil. “Confesso que tinha um pé atrás com as reproduções. Mas me comoveu a gurizada novinha comprando o seu primeiro trabalho. Tinha gente que vinha, levava uma reprodução para casa e voltava no mês seguinte para comprar a moldura. O valor acessível multiplica o alcance do trabalho do artista”, diz Maria Luiza.

Moema e Maria Luiza apostam em uma curadoria afetiva. Querem que o público possa escolher aquilo que toca, sentimento que as guia, inclusive, na hora de montar as composições nas paredes. Elas acreditam que, dessa forma, ajudam a desenvolver um olhar para a arte e também o hábito de consumir coisas com sentido: “A obra de arte entra na nossa vida, na nossa casa, incorpora a nossa identidade, a identidade da nossa família. É como a música que toca na sala”, diz Maria Luiza.

// Fique de olho: no projeto Pequeno Colecionador, que teve a sua segunda edição em outubro passado. São várias atividades para estimular a vivência artística entre as crianças e sensibilizar – também os pais dos pequenos – ao convívio com a arte.

// Quer conhecer de perto?

Av. Independência 1211, lola 23 (Galeria Moinhos de Vento), bairro Independência  

_Fb: facebook.com/calafiaartstore/

_Insta: @calafiaartstore

www.calafia.com.br

Recommended Posts

Leave a Comment