ORIGAMI CO • ESPAÇO DE CONEXÕES REAIS

 In para trabalhar, post

Ele, engenheiro acústico, tinha uma produtora de áudio; ela, modista, capitaneava uma roupateca com trabalhos de designers locais. Com a intenção de juntar os dois negócios no mesmo endereço, André Di Napoli e Duannee Cerutti foram à procura de uma casa. Encontraram uma construção antiga, que guiou a reformulação do projeto. Virou um coworking com desdobramentos culturais. Na Origami Co., hub criativo onde se misturam cafeteria, coworking, roupateca, estúdio musical e espaço para eventos, a dupla reúne, acima de tudo, pessoas e seus mundos. 

Busca por formatos de trabalho mais inclusivos

Depois de uma temporada fora do país e de muita observação sobre o mercado de trabalho, o casal decidiu colocar em prática ideias que são um desejo de mudança: “Estamos inseridos em um sistema econômico opressor. Pessoalmente, porém, podemos nos opor a ele e tentar encontrar outros modelos”, diz Duannee. Ao que André complementa, por outro viés: “Em vez de construir muros, precisamos somar. A arquitetura fala sobre como vivemos com cercas elétricas e desejo de proteção. No trabalho é a mesma coisa, estamos sempre com medo de roubo”.

Ao derrubar paredes para criar a Origami Co., colaboração tornou-se uma das palavras-guia. O negócio potencializa oportunidades para o “juntos” e cria espaços de conversa. “Queremos incluir as pessoas em um círculo de convívio. Tirá-las de dentro de casa. O esquema home office as deixa na bolha, isoladas em um momento em que deveríamos nos unir”, conclui André.

Arquitetura como ponto de partida  

Quem vê os ambientes em tamanha sintonia não imagina que a construção da Origami Co. contou com certa casualidade. “A casa nos mostrou caminhos. Com mais de 100 anos, recebeu poucas reformas: fomos criando soluções para os espaços existentes. Depois, concentramos pessoas de cujos trabalhos gostamos, tanto em serviços, quanto em produtos”, conta André.

A escolha do bairro, por outro lado, foi tomada a partir de critérios bastante objetivos: “O Rio Branco nos atraiu pelas pessoas que moram e circulam por suas ruas. É um bairro bem localizado, que passa por um boom de negócios. Criou-se um misto de geografia e de pessoas com mente aberta, onde é possível caminhar e trabalhar olhando para o céu”.

RÊVER é a primeira roupateca do Brasil com foco em consumo consciente (Foto: Juliano Conci)//

Fique de olho: na roupateca Rêver, onde é possível alugar peças de design autoral. Duannee queria promover uma reeducação sobre o consumo de roupas e fomentar o slow fashion. Os clientes experimentam diferentes estilos sem necessidade de compra. E ela trabalha com aluguéis individuais e planos que dão direto a um número x de roupas e acessórios por mês, além de consultoria para melhor aproveitar as peças (e serviço de lavanderia). Uma linha própria focada no upcyling está a caminho.

// Quer conhecer de perto?  

Rua Castro Alves 567, Rio Branco

_Fb: @complexoorigami

_Insta: @origami__co

Fotos: Juliano Conci

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